domingo, 25 de fevereiro de 2007

Entretenimento?

A equipe do portal Yahoo! errou na hora de classificar a notícia de um professor espancado por dois alunos, ao colocá-la na editoria "Entretenimento". Desde quando atos de violência como espancamento é diversão ou entretenimento?

Professor é espancado por tirar iPod de alunos em classe


sábado, 17 de fevereiro de 2007

"Mas eu tô nem aí..."

Encontrei o clipe em meio a discussões sobre a redução da maioridade penal. O autor é Max Gonzaga e o vídeo é do Festival Cultura promovido pela TV Cultura, só não tenho certeza da data.

A letra é muito provocativa e por isso não preciso fazer comentários, faça uma reflexão. Eu sei que é Carnaval, mas a vida continua (e os problemas também) depois da quarta-feira de cinzas...


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Amazônia para sempre

Clicando no banner é possível ter mais detalhes sobre o movimento iniciado pela atriz Christiane Torloni e Victor Fasano.

No entanto, apenas assinar não basta. É fácil colocar o nome e dizer que já cumpriu sua parte. É preciso fazer mais, uma vez que está mais do que comprovado a destruição causada pela ação humana. Ligue o ar-condicionado em casos extremos, utilize menos o carro, gaste menos água, leia menos o blog e aproveite a luz natural para ler um livro ou fazer atividades físicas...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Somos todos ladrões?

Hoje de manhã, durante o caminho para o trabalho, estava lendo o livro "A gente se acostuma a tudo", de João Ubaldo Ribeiro. O livro é uma coletânea de crônicas publicadas entre 1999 e 2006 nos jornais O Globo e O Estado de São Paulo.

Uma das crônicas tem o provocativo título "Nós somos mesmo é um bando de ladrões". Nela, João Ubaldo aborda a roubalheira existente nos diversos segmentos da nossa sociedade, desde o roubo de dinheiro público por parte de deputados, vereadores, governadores até o dinheiro privado, através das falcatruas praticadas pelos funcionários das empresas.

A crônica está disponível no blog de Pedro Laurentino, e os argumentos de João Ubaldo são bem parecidos com os meus. No entanto, algumas horas após a leitura do texto, aconteceu um fato tão provocativo quanto a crônica.

Já relatei aqui alguns apuros com o atendimento no caixa de uma agência bancária. Hoje atendi uma moça que foi pagar o boleto da faculdade. Fiz o pagamento, entreguei o comprovante e o troco e atendi a pessoa seguinte. Depois de voltar do almoço, a surpresa: o troco estava errado, entreguei um valor acima para a moça e ela voltou até a agência para devolver.

Talvez eu tenha contado errado, calculado errado, não sei porque dei dinheiro a mais a ela. O fato é que ela voltou para a agência só para devolver o dinheiro. Diante disso, pergunto: somos todos ladrões? Foi uma exceção? Ou os ladrões são as exceções?

Algumas pessoas dirão que milagres acontecem...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Não reclame com o Bispo...

Essa semana vivi duas situações no guichê de caixa do banco onde estou trabalhando, que gostaria de compartilhar com vocês.

Situação UM
O cliente, todo vestido de branco, chega no guichê para pagar dois boletos (títulos de cobrança, bloqueto, aquilo tem vários nomes...). Um dos boletos era a anuidade do Conselho Regional de Fisioterapia e deduzi que ele era um médico.

Ele não trazia cheque ou dinheiro, queria pagar os boletos debitando os valores da sua conta-corrente e me deu o cartão. Nenhum dos boletos estavam vencidos, portanto ele poderia ter pago no caixa eletronico, na internet, nas casas lotérias, pela central de atendimento por telefone (e nem pagaria a ligação, pois é 0800). Porém preferiu ir até a agência, passar pela porta-giratória amaldiçoada por barrar telefones celulares e pegar a fila para pagar seus boletos. Tudo bem, ele tem todo o direito de querer pagar os boletos no caixa e eu fiz o meu serviço.

Depois de efetuar os pagamentos e devolver o cartão ao cliente, ele me pergunta:

- Vocês estão recebendo o IPVA?

Respondi que sim, no entanto no guichê não era possível receber apenas com o código do Renavam, era preciso utilizar os caixas eletrônicos, a internet, o telefone, as lotéricas, mas no guichê não era possível. E realmente não é possível, o sistema utilizado não possui opção para o recebimento do IPVA com o código do Renavam, só é possível receber guias com código de barras e o papel enviado para os donos de carros não possui código de barras.

O cliente retruca:

- Mesmo depois da denúncia?

Ele se referia a uma matéria no jornal, na qual a reportagem "denunciava" a recusa dos caixas em receber o IPVA. Eu não li a matéria e sabia do assunto por alto porque alguém comentou. O cliente começou a esbravejar, dizendo que aquilo era errado, etc etc e foi embora resmungando. Detalhe: ele não foi pagar o IPVA! Ele já tinha pago...

Pergunto: eu fiz o sistema não receber com Renavam? Fui o responsável pelo aviso colado na porta da agência informando que só é possível receber pelos caixas eletrônicos?

Eu sequer sugeri que ele usasse os meios eletrônicos para o pagamentos dos boletos, coisa que nós somos instruídos a fazer para que não haja muitos clientes nas filas dos caixas. Todos os bancos, sem exceção, cortaram drasticamente o número de caixas e a tendência é extinguir a função. Há quem prefira pagar suas contas no caixa para fugir da CPMF, pois a pessoa está com o dinheiro em mãos ou recebeu algum cheque de outra pessoa e aproveita para pagar as contas.

O cliente em questão pagou CPMF porque foi preciso efetuar o saque da conta para que os boletos fossem pagos, portanto ele não teve nenhum benefício ou vantagem em ir até o banco e reclamar o não recebimento do IPVA através do caixa. Se ele estava estressado, solitário, deprimido ou qualquer problema psicológico, procurasse um psicólogo, terapeuta, psicanalista, pois eu sou caixa e não estou ali para resolver esse tipo de problema.

Quer reclamar? Ligue na ouvidoria, faça uma denúncia no Banco Central. Eu não posso fazer absolutamente nada. Além do mais, a própria Secretaria da Fazenda recomenda o pagamento através da internet, caixa eletrônico e lotéricas... O ditado popular "Vá reclamar com o Bispo!" não funciona para esses casos...

Situação DOIS
Um jornalista aparece para pagar um boleto vencido. Quem emitiu o boleto determinou que ele não seja pago após 60 dias da data de vencimento. Se o emitente do título diz que o mesmo não pode ser pago depois de 60 dias de vencido, nenhum caixa pode receber. O boleto do jornalista estava vencido a 61 dias. Ao ser informado pela caixa (presenciei a cena), o diretor executivo de uma emissora de tv (o jornalista em questão) começou a falar alto, indignado com a recusa. Alegou que o mês passado já tinha pago um título vencido. A caixa tentou explicar que com 61 dias não era possível receber. Ele então pagou a parcela seguinte e foi embora sem ao menos responder o obrigado da moça.

Pergunto: quem atrasou o pagamento? precisava esperar 61 dias para pagar? ele conseguiu o dinheiro para pagar de um dia para outro e por isso não conseguiu pagar antes de completar os 60 dias? a moça do caixa foi a responsável pela emissão do boleto? ela foi a responsável pela instrução proibindo o recebimento após 60 dias?

O fato dele ser jornalista, diretor executivo de uma emissora, apresentar programas de tv, não o qualifica para desrespeitar uma pessoa que está no exercício de uma profissão, tampouco significa que ele possa ser mau educado e falar alto tentando impor respeito, ainda mais em relação a uma mulher grávida (a caixa está grávida de 5 meses). Só faltou o famoso: você sabe com quem está falando?

Por essas e outras eu peço: não seja ignorante. O fato de ocupar uma posição mais alta que o outro não o habilita a pisar em outras pessoas.

Reclame com o responsável, utilize os canais criados para isso, procure o Procon, agências de fiscalização. Conheça seus direitos, tenha argumentos. Não faça escandalos, "shows", não precisa subir o tom de voz. Quem está na sua frente é tão ser-humano quanto você, passível de errar e merecedora de respeito.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Alvo?

A Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) divulgou nesta terça o número de jornalistas mortos no ano de 2006: foram assassinados 155 profissionais, sendo 37 mortes na América Latina. O maior índice de mortes é o do Iraque, com 69 jornalistas mortos.

Para a Federação, a maioria das empresas não adota medidas necessárias para diminuir os acidentes:
Ano de 2006 foi o "mais sangrento" da história do jornalismo, diz IFJ

Os jornalistas sempre foram alvo. No Oriente Médio, os repórteres foram transformados em moeda de troca por grupos que lutam pela causa palestina e islâmica. Na América Latina (isso inclui o Brasil), repórteres nunca foram bem vistos por governantes, empresários e fazendeiros corruptos, temerosos por serem denunciados.

domingo, 7 de janeiro de 2007

O mundo é uma cabeça

Recife, PE. Clique sobre a foto para ampliarO documentário "O mundo é uma cabeça", de Bidu Queiroz e Cláudio Barroso mostra a história do Manguebeat, movimento surgido em Pernambuco na década de 90. O movimento colocou o mangue, o caranguejo e a cultura popular em evidência.

Recife poderia ser considerada a capital do manguebeat e é Recife quem ilustra esse post. A foto é a vista parcial do Rio Capibaribe. Assista o documentário clicando aqui.

O documentário está arquivado no site Porta Curtas.

sábado, 6 de janeiro de 2007

A nova cor do verão

Todos os anos é a mesma coisa: reportagens sobre moda indicam as tendências da estação e sempre aparece a famosa cor do verão, aquela cor básica que não pode faltar no seu guarda-roupa.

A nova cor do verão paulista, pelo menos no bronzeado, é o verde. Com tanta chuva, todo mundo já está verde de mofo, bolor, umidade...

Sol, praia e calor só nas propagandas de cerveja...

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

No Estúdio

O programa No Estúdio foi gravado para a disciplina de Telejornalismo II. Em virtude do Youtube limitar o tempo dos vídeos, os blocos do programa estão separados. A ficha técnica do programa é a seguinte:

Trabalho dos alunos Gustavo D'Avila, Priscila Gonçalves, Samanta Dias e Sérgio Vieira
Cinegrafistas: Alan Angeluci, Juliano Dib e Sérgio Vieira
Operacional: Thiago Fraccarolli
Edição: Thiago Fraccarolli, Dennis Yoshida, Gustavo D'Avila
Profª Responsável: Profª Ms. Maria Helena Gamas

Assista ao primeiro bloco:

Segundo bloco


domingo, 31 de dezembro de 2006

A vida em 30 segundos

Aproveitando o final do ano, aqui está uma animação sobre a vida de um ser humano, contada em apenas 30 segundos!

O ano acabou!

Chegamos ao fim do ano. Hora de repensar atitudes, refletir sobre erros e acertos. Planejar o futuro? Sim, mas não antes de pensar o passado para que os erros já cometidos se repitam. Vamos errar diferente...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Orelhões verdes? Nem todos...

Hoje fiquei sabendo que nem todos os orelhões do Estado de São Paulo são verdes. O amigo William Douglas, de Franca, avisou que na região de Franca os orelhões são cinza, quase prata. Por lá o serviço é prestado pela CTBC e não pela Telefonica, detentora dos orelhões verdes.

Então muito cuidado ao utilizar orelhões como ponto de referência :-)

Omissão, irresponsabilidade e desigualdade

Recebi a notícia da onda de violência no Rio de Janeiro com muita tristeza e apreensão. Se esses ataques contra ônibus tivessem ocorrido algumas semanas atrás, a probabilidade de ter sido uma das vítimas era grande, já que ficamos rodando pela Avenida Brasil perdidos...

Já faz muito tempo que a população fluminense sofre com a guerra do tráfico de drogas. O problema é nacional, mas ali está muito mais explosivo do que em outras regiões do país. Na cidade de São Paulo a gravidade não é menor.

Essa situação é a soma da omissão e irresponsabilidade de autoridades. Autoridades dos três poderes, da polícia e da classe consumidora de drogas. Somado a isso está a brutal desigualdade social.

Ao ler a declaração de uma mulher moradora da região da Rua Oscar Freire (rua que abriga inúmeras grifes internacionais) na revista Carta Capital (edição 425, 27/12/2006) dizendo que a administração do Brasil seria melhor se ficasse a cargo dos Estados Unidos, começo a achar que ela está certa. Já estamos bem parecidos com o Iraque...

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Perdidos? Não, fazendo turismo...

Terminando de cumprir a promessa do dia 17 de dezembro, aqui está o relato sobre a viagem ao Rio de Janeiro para conhecer o Projac.

O ponto de partida, mais uma vez, foi a Praça da Paz em Bauru. Marcado para sair às 21 horas da quinta-feira (14/12), o micro-ônibus saiu um pouco antes das 22, graças a algumas pessoas atrasadas (eu, inclusive).

Dessa vez o grupo era formado por alunos do curso de Rádio e TV, Jornalismo e Relações Públicas, além dos professores.

Um dos professores estava em São Paulo, por esse motivo tivemos que fazer um desvio até a Rua Augusta. Movimento intenso, várias garotas de programa sendo abordadas nas calçadas, boates com neons ligados, "Sauna mista", para espanto de um dos colegas. Morador de Santa Cruz do Rio Pardo, ele nunca tinha visto tamanha, digamos, oferta pública de sexo...

Ônibus completo, hora de prosseguir com a viagem. Antes de pegar a Via Dutra, seguimos para uma garagem para o abastecimento do tanque de combustível. Não faço a menor idéia de onde estávamos, mas naquela região São Paulo dorme. Ruas desertas, luzes apagadas, um cenário muito diferente da luminosa Augusta. Exceto pelo andarilho e seu cachorro vasculhando as latas de lixo, nada por ali estava vivo.

Seguimos viagem com a companhia da Lua. O sono foi tomando conta de todos, as conversas silenciaram, o motor do onibus e o ronco de alguém, eram os únicos sons do momento. Demorei para conseguir dormir, mas o cansaço foi maior...

Acordei cedinho, sem ter idéia da localização. Já estávamos no Estado fluminense, pelo menos era o que indicava o orelhão azul, já que os orelhões de São Paulo são verdes. Um pouco mais adiante vejo a placa indicando que estávamos em Resende. O ônibus pára, é hora do café da manhã.

Dali até a cidade do Rio levaríamos umas duas horas. Nenhuma cidade é muito bonita na beira da estrada, Resende não é exceção. Casas em construção, ruas sem asfalto, pó cinzento. Morros ocupados, prédios abandonados. Ao avistar o prédio da Univerdade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) alguém comenta que parece um presídio...

Descemos a Serra das Araras, que apesar do desmatamento, proporciona um visual muito bonito. Depois da serra o cenário não é muito diferente do que vimos em Resende...

Outra parada, dessa vez em um posto de gasolina sinistro. Não é mera gíria da modinha, não. Posto sujo, bombas velhas, calçamento ruim, areia cinza. Um ônibus velho está parado e várias pessoas estão embarcando com sacolas e caixas. Para onde iriam?

Uma viatura policial com o painel todo desmontado passa por nós e pelas pessoas que estão colocando as sacolas no ônibus velho e quase as atropela. Avisto uma placa das Casas Bahia: Bem vindos ao Rio de Janeiro...

Rio, meu amor!

Finalmente chegamos na cidade maravilhosa. Maravilhosa onde? Barracos e mais barracos, prédios abandonados, ruas esburacadas e um trânsito caótico. Aquele amontoado de casas impressiona, mesmo sendo uma imagem tão comum no noticiário da tv.

"Onde está a cidade?", pergunta um amigo de Jaú. A cidade é essa que você vê, isso tudo faz parte dela e é um dos motivos que faz o Rio uma cidade tão peculiar. Se numa região o cenário é esse, em outra como em Jacarepaguá a cena é bem diferente...

Estamos na Avenida Brasil. Apesar do trânsito intenso, percebo que a pista do lado contrário está vazia. Logo adiante entendo o motivo: bloqueio policial. Uma fila imensa de carros aguarda a liberação da pista. Não era nenhum tiroteio, como alguns imaginavam que fosse acontecer. Parece que era transporte de presos.

O ônibus sobe viadutos, continua seguindo em frente e de repente percebo alguns guindastes. Um pouco mais a frente um grande painel faz propaganda do Governo Federal sobre exportação. Estávamos no Porto do Rio, de onde dá para ver a ponte Rio-Niterói bem ao fundo. Porque estamos no porto?

Viadutos, acessos, avenidas, buzinas, carros... e mais carros... para onde estamos indo? O Projac fica nessa direção? Vejo um relógio no topo de uma torre. É a Central do Brasil. O ônibus pára em um posto de gasolina, esse não era sinistro. O motorista não sabe chegar até o Projac...

Em pouco tempo nossa dupla de motoristas foi apelidada de Tico e Teco... acho que não preciso explicar o motivo, preciso?

Ligações furiosas para a empresa de turismo, ansiedade, informações desencontradas. Meia hora esperando uma solução. Avisto um ônibus circular com a placa PROJAC. Vamos seguir o ônibus! Não foi uma boa idéia...

De repente a professora chega com a salvação: um taxista propôs fazer a corrida até Jacarepaguá por R$ 53,00. Tínhamos alguma outra alternativa? Não...

O Santana amarelo foi nosso guia. E a paisagem na janela do ônibus era familiar: viadutos, a ponte, o porto... estávamos fazendo o caminho de volta...

Rodamos... rodamos... e eis que surge o Estádio Olímpico para o Pan 2007. O calor estava insuportável, nem parecia existir ar-condicionado. Prédios, morros, barracos e pedágio. A fila era longa e eu nunca tinha visto um pedágio dentro da área urbana como aquele. Eram tantos carros, que as funcionárias faziam a cobrança ao longo da fila para que ninguém ficasse parado na cabine de cobrança.

Continuamos seguindo o táxi e o cenário começava a mudar. Os morros estão mais distantes da avenida, muitos terrenos vazios e praticamente nenhum barraco. Um conjunto de prédios coloridos é a Vila do Pan. Estávamos em Jacarepaguá!

Bom, agora só falta encontrar o Projac. Onde fica? Ninguém sabe informar e não há placas indicando o caminho. Damos duas voltas na Avenida Ayrton Senna até que a Angélica, uma das alunas que estava com a professora no táxi reconhece o motorista de uma caminhote parada no semáforo.

"Ei, onde fica o Projac??". O motorista abaixou o vidro e indicou o caminho. Angélica não deixou de aproveitar o momento para tirar fotos do nosso guia famoso. Quem era? O ator Ângelo Antonio, o pai dos dois filhos de Francisco...

Seguindo o caminho indicado pelo ator finalmente avistamos os prédios do Projac. Ainda teríamos uma longa avenida para seguir até chegar na portaria.

Duas horas da tarde. Chegamos! A portaria já estava avisada sobre a nossa chegada e a relações públicas nos aguardava no carrinho. O taxista se despede com o dia de trabalho garantido. Acredito que se ele tivesse ligado o taxímetro, a conta seria bem maior.

Saímos do Projac por volta das quatro da tarde. Voltar para casa? Não! Começa a discussão do roteiro a ser seguido. Praia? Cristo? Shopping? Depois de muita conversa e alguns "bicos" contrariados fica decidido irmos para Copacabana.

O tour rodoviário feito no centro da cidade agora é pelo bairro emergente da Barra da Tijuca, o bairro dos novos ricos. Passamos por vários shoppings centers, inclusive por um famoso por ter uma réplica da Estátua da Liberdade na fachada. A Barra não é glamurosa como Ipanema, Leblon ou Copacabana. Praticamente não há morros ocupados por favelas.

Passamos por túneis e alguém me pergunta se foi naquele que teve um tiroteio outro dia. São milhares de túneis, não sei se foi em algum desses. Avistamos o Vidigal, passamos por Leblon (não vi Helena passeando com Clarinha), Ipanema e Copacabana.

Uma parte do grupo decidiu ir para a praia e o restante decidiu ir para o Forte de Copacabana. O Forte é uma construção militar que fica no final da Avenida Atlântica, foi construído em 1908 e atualmente abriga o Museu Histórico do Exército e uma loja da Confeitaria Colombo. A Confeitaria criada em 1894 é ponto de referência histórico na cidade. Optei por seguir o grupo que foi para o Forte.

Sentamos nas cadeiras ao ar livre e a vista da praia daquele ponto é privilegiada. Enquanto a água do mar bate nas pedras, é possível contemplar toda a praia, avistar o tradicional Copacabana Palace, o Pão de Açúcar e seus bondinhos e a imensidão do Atlântico. Nesse momento entendi onde estava a "maravilhosa" cidade.

Hora de ir embora para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O céu está claro, e as luzes da árvore de natal da Lagoa estavam apagadas. Enquanto as pessoas caminhavam ou pedalavam ao redor da lagoa, nós tirávamos fotos. A noite foi chegando e pudemos admirar a beleza da árvore iluminada e tirar mais fotos, claro.

Saímos da Lagoa por volta das nove da noite. O vento forte trazia chuva e ela caiu sem piedade. Ficamos três horas tentando sair da cidade. A chuva caiu e parou e ainda estávamos parados. Os táxis ficaram estacionados na avenida e quem estava nos circulares desceu e seguiu o caminho a pé.

O Rio foi ficando para trás, ainda enfrentaríamos trânsito lento na Via Dutra por causa de um acidente e obras na saída de São Paulo. Chegamos em Bauru por volta das duas e meia da tarde, exaustos e quadrados de tanto ficar sentado.

Teve gente que achou que veria tiros ou seria assaltado. Voltou fazendo juras. Rio, meu amor!

domingo, 24 de dezembro de 2006

A CGP vista do alto



Essa imagem é do Google Maps e mostra apenas parte da área ocupada pela Central Globo de Produção. A linha branca marca, de maneira aproximada, os prédios que fazem parte do complexo. Para ver com mais detalhes e recursos, clique aqui.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

A visita...Parte 1

Como prometido, aqui está o relato sobre a visita ao Projac da TV Globo...

Chegamos por volta das 14h ao Projac. Oficialmente o Projac é a Central Globo de Produção (CGP). O apelido ficou porque o projeto da nova central era Projeto Jacarepagua. A CGP ocupa uma área de 1.650.000 m², sendo 156.600 m² de área construída. O restante é ocupado por vegetação da Mata Atlântica.

Toda a energia elétrica consumida é produzida pela usina de co-geração movida a gás natural. O esgoto é tratado por uma estação própria de tratamento de água. Diria que é uma mini-cidade dentro do Rio de Janeiro.

A relações públicas aguardava-nos na portaria em seu carrinho elétrico. Em virtude do tamanho, todos os trajetos entre os prédios da CGP são realizados com carrinhos elétricos, do tipo usado em campos de golfe. Cada um tem função específica, como transporte de cenário, figurino, artistas...

Primeira recomendação aos visitantes: não tirem fotos dos artistas! Fotos são permitidas desde que não sejam das áreas de criação e das "estrelas" da casa. Pode fotografar os cenários montados. Não pode sentar, tocar, mexer, deitar sobre qualquer objeto de cena. Importante: "Não abordem os artistas! A menos que eles conversem com vocês..."

Tudo bem, vamos lá...Primeiro estúdio visitado foi o D, onde são gravados as cenas de Páginas da Vida. Os cenários estavam praticamente montados, sendo ajustados alguns detalhes e a pintura. Tudo foi montado na parte da manhã para que as gravações pudessem acontecer no período da tarde, podendo prolongar-se até a noite. No final da gravação tudo é desmontado. No dia seguinte são montados outros cenários...

O ritual acontece diariamente (eventualmente aos sábados) e em pelo menos 3 estúdios.

Ao todo a CGP possui 10 estúdios, 26 câmeras, 6 salas de controle de estúdio...Dois estúdios foram projetados para abrigar programas ao vivo, como Faustão e Caldeirão do Huck. Os quatro maiores são exclusivos para as novelas, podendo ser usados para outros programas caso estejam livres.

Depois de visitar o estúdio seguimos para os camarins. "Não tirem fotos, pode ter algum artis...", ops, tarde demais. Quem estava com máquina fotográfica não deixou escapar nada...

Cada um dos 4 estúdios possuem camarins exclusivos. Em virtude do rodízio de gravações, existe uma planilha com o horário de maquiagem de cada ator.

Continua no próximo post...

A visita...Parte 2

As novelas são gravadas de forma industrial. São produzidas 3 novelas ao mesmo tempo, além dos outros programas de entretenimento. Todas as paredes que formam os cenários são produzidas por uma empresa terceirizada. Na área de criação, os profissionais da Globo finalizam a peça conforme definido na caracterização dos programas. Árvores crescem, quartos vão surgindo e de repente uma casa completa está pronta para ser usada por algum Tarcísio Meira...

Tudo é transportado pelos carrinhos elétricos. Entre os estúdios e a área de criação existe um corredor de 300 metros. Figurinos, artistas, paredes, tudo é levado pelos carrinhos. Para manter o transito em ordem, cada um é emplacado e tem seu uso exclusivo de acordo com a área.

Depois de conhecer os estúdios, depósito e área de caracterização de cenários era hora de fazer um lanchinho...

Seguimos para a sala de reuniões. Lá foram apresentados os números da Central. Na parede uma foto área dá dimensão do que é tudo aquilo. Todos os prédios que compõe a CGP estão construídos sob o pé de uma serra. Inaugurado em outubro de 95, o Projac conseguiu otimizar os custos de produção da emissora. Antes dele a produção acontecia de forma descentralizada, com estúdios espalhados pela cidade do Rio de Janeiro. Com a centralização, a Globo consegue produzir 50% a mais do que produzia antes com praticamente os mesmos custos.

Fim da apresentação e do lanche, hora de conhecer a cidade cenográfica...

No percurso encontramos alguns figurantes usando roupa de época, talvez para a gravação de Amazônia ou O Profeta. Sob o sol de 38º eles deviam estar derretendo.

A cidade cenográfica, diria um dos meus professores da faculdade, é um simulacro...

Olhando parece um bairro do subúrbio do Rio, mas na verdade é o quarteirão onde mora Lineu Silva e a Grande Família. Parece tudo real, mas não é. As casas são apenas fachadas, até existe a área interna delas, mas não é ali que os atores gravam as cenas internas. No caso de A Grande Família, as cenas da Pastelaria do Beiçola são todas gravadas ali, pois a pastelaria possui todos os objetos e a decoração.

Com a fome que todos estavam sentindo, um pastel ia cair bem...