domingo, 7 de janeiro de 2007

O mundo é uma cabeça

Recife, PE. Clique sobre a foto para ampliarO documentário "O mundo é uma cabeça", de Bidu Queiroz e Cláudio Barroso mostra a história do Manguebeat, movimento surgido em Pernambuco na década de 90. O movimento colocou o mangue, o caranguejo e a cultura popular em evidência.

Recife poderia ser considerada a capital do manguebeat e é Recife quem ilustra esse post. A foto é a vista parcial do Rio Capibaribe. Assista o documentário clicando aqui.

O documentário está arquivado no site Porta Curtas.

sábado, 6 de janeiro de 2007

A nova cor do verão

Todos os anos é a mesma coisa: reportagens sobre moda indicam as tendências da estação e sempre aparece a famosa cor do verão, aquela cor básica que não pode faltar no seu guarda-roupa.

A nova cor do verão paulista, pelo menos no bronzeado, é o verde. Com tanta chuva, todo mundo já está verde de mofo, bolor, umidade...

Sol, praia e calor só nas propagandas de cerveja...

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

No Estúdio

O programa No Estúdio foi gravado para a disciplina de Telejornalismo II. Em virtude do Youtube limitar o tempo dos vídeos, os blocos do programa estão separados. A ficha técnica do programa é a seguinte:

Trabalho dos alunos Gustavo D'Avila, Priscila Gonçalves, Samanta Dias e Sérgio Vieira
Cinegrafistas: Alan Angeluci, Juliano Dib e Sérgio Vieira
Operacional: Thiago Fraccarolli
Edição: Thiago Fraccarolli, Dennis Yoshida, Gustavo D'Avila
Profª Responsável: Profª Ms. Maria Helena Gamas

Assista ao primeiro bloco:

Segundo bloco


domingo, 31 de dezembro de 2006

A vida em 30 segundos

Aproveitando o final do ano, aqui está uma animação sobre a vida de um ser humano, contada em apenas 30 segundos!

O ano acabou!

Chegamos ao fim do ano. Hora de repensar atitudes, refletir sobre erros e acertos. Planejar o futuro? Sim, mas não antes de pensar o passado para que os erros já cometidos se repitam. Vamos errar diferente...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Orelhões verdes? Nem todos...

Hoje fiquei sabendo que nem todos os orelhões do Estado de São Paulo são verdes. O amigo William Douglas, de Franca, avisou que na região de Franca os orelhões são cinza, quase prata. Por lá o serviço é prestado pela CTBC e não pela Telefonica, detentora dos orelhões verdes.

Então muito cuidado ao utilizar orelhões como ponto de referência :-)

Omissão, irresponsabilidade e desigualdade

Recebi a notícia da onda de violência no Rio de Janeiro com muita tristeza e apreensão. Se esses ataques contra ônibus tivessem ocorrido algumas semanas atrás, a probabilidade de ter sido uma das vítimas era grande, já que ficamos rodando pela Avenida Brasil perdidos...

Já faz muito tempo que a população fluminense sofre com a guerra do tráfico de drogas. O problema é nacional, mas ali está muito mais explosivo do que em outras regiões do país. Na cidade de São Paulo a gravidade não é menor.

Essa situação é a soma da omissão e irresponsabilidade de autoridades. Autoridades dos três poderes, da polícia e da classe consumidora de drogas. Somado a isso está a brutal desigualdade social.

Ao ler a declaração de uma mulher moradora da região da Rua Oscar Freire (rua que abriga inúmeras grifes internacionais) na revista Carta Capital (edição 425, 27/12/2006) dizendo que a administração do Brasil seria melhor se ficasse a cargo dos Estados Unidos, começo a achar que ela está certa. Já estamos bem parecidos com o Iraque...

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Perdidos? Não, fazendo turismo...

Terminando de cumprir a promessa do dia 17 de dezembro, aqui está o relato sobre a viagem ao Rio de Janeiro para conhecer o Projac.

O ponto de partida, mais uma vez, foi a Praça da Paz em Bauru. Marcado para sair às 21 horas da quinta-feira (14/12), o micro-ônibus saiu um pouco antes das 22, graças a algumas pessoas atrasadas (eu, inclusive).

Dessa vez o grupo era formado por alunos do curso de Rádio e TV, Jornalismo e Relações Públicas, além dos professores.

Um dos professores estava em São Paulo, por esse motivo tivemos que fazer um desvio até a Rua Augusta. Movimento intenso, várias garotas de programa sendo abordadas nas calçadas, boates com neons ligados, "Sauna mista", para espanto de um dos colegas. Morador de Santa Cruz do Rio Pardo, ele nunca tinha visto tamanha, digamos, oferta pública de sexo...

Ônibus completo, hora de prosseguir com a viagem. Antes de pegar a Via Dutra, seguimos para uma garagem para o abastecimento do tanque de combustível. Não faço a menor idéia de onde estávamos, mas naquela região São Paulo dorme. Ruas desertas, luzes apagadas, um cenário muito diferente da luminosa Augusta. Exceto pelo andarilho e seu cachorro vasculhando as latas de lixo, nada por ali estava vivo.

Seguimos viagem com a companhia da Lua. O sono foi tomando conta de todos, as conversas silenciaram, o motor do onibus e o ronco de alguém, eram os únicos sons do momento. Demorei para conseguir dormir, mas o cansaço foi maior...

Acordei cedinho, sem ter idéia da localização. Já estávamos no Estado fluminense, pelo menos era o que indicava o orelhão azul, já que os orelhões de São Paulo são verdes. Um pouco mais adiante vejo a placa indicando que estávamos em Resende. O ônibus pára, é hora do café da manhã.

Dali até a cidade do Rio levaríamos umas duas horas. Nenhuma cidade é muito bonita na beira da estrada, Resende não é exceção. Casas em construção, ruas sem asfalto, pó cinzento. Morros ocupados, prédios abandonados. Ao avistar o prédio da Univerdade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) alguém comenta que parece um presídio...

Descemos a Serra das Araras, que apesar do desmatamento, proporciona um visual muito bonito. Depois da serra o cenário não é muito diferente do que vimos em Resende...

Outra parada, dessa vez em um posto de gasolina sinistro. Não é mera gíria da modinha, não. Posto sujo, bombas velhas, calçamento ruim, areia cinza. Um ônibus velho está parado e várias pessoas estão embarcando com sacolas e caixas. Para onde iriam?

Uma viatura policial com o painel todo desmontado passa por nós e pelas pessoas que estão colocando as sacolas no ônibus velho e quase as atropela. Avisto uma placa das Casas Bahia: Bem vindos ao Rio de Janeiro...

Rio, meu amor!

Finalmente chegamos na cidade maravilhosa. Maravilhosa onde? Barracos e mais barracos, prédios abandonados, ruas esburacadas e um trânsito caótico. Aquele amontoado de casas impressiona, mesmo sendo uma imagem tão comum no noticiário da tv.

"Onde está a cidade?", pergunta um amigo de Jaú. A cidade é essa que você vê, isso tudo faz parte dela e é um dos motivos que faz o Rio uma cidade tão peculiar. Se numa região o cenário é esse, em outra como em Jacarepaguá a cena é bem diferente...

Estamos na Avenida Brasil. Apesar do trânsito intenso, percebo que a pista do lado contrário está vazia. Logo adiante entendo o motivo: bloqueio policial. Uma fila imensa de carros aguarda a liberação da pista. Não era nenhum tiroteio, como alguns imaginavam que fosse acontecer. Parece que era transporte de presos.

O ônibus sobe viadutos, continua seguindo em frente e de repente percebo alguns guindastes. Um pouco mais a frente um grande painel faz propaganda do Governo Federal sobre exportação. Estávamos no Porto do Rio, de onde dá para ver a ponte Rio-Niterói bem ao fundo. Porque estamos no porto?

Viadutos, acessos, avenidas, buzinas, carros... e mais carros... para onde estamos indo? O Projac fica nessa direção? Vejo um relógio no topo de uma torre. É a Central do Brasil. O ônibus pára em um posto de gasolina, esse não era sinistro. O motorista não sabe chegar até o Projac...

Em pouco tempo nossa dupla de motoristas foi apelidada de Tico e Teco... acho que não preciso explicar o motivo, preciso?

Ligações furiosas para a empresa de turismo, ansiedade, informações desencontradas. Meia hora esperando uma solução. Avisto um ônibus circular com a placa PROJAC. Vamos seguir o ônibus! Não foi uma boa idéia...

De repente a professora chega com a salvação: um taxista propôs fazer a corrida até Jacarepaguá por R$ 53,00. Tínhamos alguma outra alternativa? Não...

O Santana amarelo foi nosso guia. E a paisagem na janela do ônibus era familiar: viadutos, a ponte, o porto... estávamos fazendo o caminho de volta...

Rodamos... rodamos... e eis que surge o Estádio Olímpico para o Pan 2007. O calor estava insuportável, nem parecia existir ar-condicionado. Prédios, morros, barracos e pedágio. A fila era longa e eu nunca tinha visto um pedágio dentro da área urbana como aquele. Eram tantos carros, que as funcionárias faziam a cobrança ao longo da fila para que ninguém ficasse parado na cabine de cobrança.

Continuamos seguindo o táxi e o cenário começava a mudar. Os morros estão mais distantes da avenida, muitos terrenos vazios e praticamente nenhum barraco. Um conjunto de prédios coloridos é a Vila do Pan. Estávamos em Jacarepaguá!

Bom, agora só falta encontrar o Projac. Onde fica? Ninguém sabe informar e não há placas indicando o caminho. Damos duas voltas na Avenida Ayrton Senna até que a Angélica, uma das alunas que estava com a professora no táxi reconhece o motorista de uma caminhote parada no semáforo.

"Ei, onde fica o Projac??". O motorista abaixou o vidro e indicou o caminho. Angélica não deixou de aproveitar o momento para tirar fotos do nosso guia famoso. Quem era? O ator Ângelo Antonio, o pai dos dois filhos de Francisco...

Seguindo o caminho indicado pelo ator finalmente avistamos os prédios do Projac. Ainda teríamos uma longa avenida para seguir até chegar na portaria.

Duas horas da tarde. Chegamos! A portaria já estava avisada sobre a nossa chegada e a relações públicas nos aguardava no carrinho. O taxista se despede com o dia de trabalho garantido. Acredito que se ele tivesse ligado o taxímetro, a conta seria bem maior.

Saímos do Projac por volta das quatro da tarde. Voltar para casa? Não! Começa a discussão do roteiro a ser seguido. Praia? Cristo? Shopping? Depois de muita conversa e alguns "bicos" contrariados fica decidido irmos para Copacabana.

O tour rodoviário feito no centro da cidade agora é pelo bairro emergente da Barra da Tijuca, o bairro dos novos ricos. Passamos por vários shoppings centers, inclusive por um famoso por ter uma réplica da Estátua da Liberdade na fachada. A Barra não é glamurosa como Ipanema, Leblon ou Copacabana. Praticamente não há morros ocupados por favelas.

Passamos por túneis e alguém me pergunta se foi naquele que teve um tiroteio outro dia. São milhares de túneis, não sei se foi em algum desses. Avistamos o Vidigal, passamos por Leblon (não vi Helena passeando com Clarinha), Ipanema e Copacabana.

Uma parte do grupo decidiu ir para a praia e o restante decidiu ir para o Forte de Copacabana. O Forte é uma construção militar que fica no final da Avenida Atlântica, foi construído em 1908 e atualmente abriga o Museu Histórico do Exército e uma loja da Confeitaria Colombo. A Confeitaria criada em 1894 é ponto de referência histórico na cidade. Optei por seguir o grupo que foi para o Forte.

Sentamos nas cadeiras ao ar livre e a vista da praia daquele ponto é privilegiada. Enquanto a água do mar bate nas pedras, é possível contemplar toda a praia, avistar o tradicional Copacabana Palace, o Pão de Açúcar e seus bondinhos e a imensidão do Atlântico. Nesse momento entendi onde estava a "maravilhosa" cidade.

Hora de ir embora para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O céu está claro, e as luzes da árvore de natal da Lagoa estavam apagadas. Enquanto as pessoas caminhavam ou pedalavam ao redor da lagoa, nós tirávamos fotos. A noite foi chegando e pudemos admirar a beleza da árvore iluminada e tirar mais fotos, claro.

Saímos da Lagoa por volta das nove da noite. O vento forte trazia chuva e ela caiu sem piedade. Ficamos três horas tentando sair da cidade. A chuva caiu e parou e ainda estávamos parados. Os táxis ficaram estacionados na avenida e quem estava nos circulares desceu e seguiu o caminho a pé.

O Rio foi ficando para trás, ainda enfrentaríamos trânsito lento na Via Dutra por causa de um acidente e obras na saída de São Paulo. Chegamos em Bauru por volta das duas e meia da tarde, exaustos e quadrados de tanto ficar sentado.

Teve gente que achou que veria tiros ou seria assaltado. Voltou fazendo juras. Rio, meu amor!

domingo, 24 de dezembro de 2006

A CGP vista do alto



Essa imagem é do Google Maps e mostra apenas parte da área ocupada pela Central Globo de Produção. A linha branca marca, de maneira aproximada, os prédios que fazem parte do complexo. Para ver com mais detalhes e recursos, clique aqui.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

A visita...Parte 1

Como prometido, aqui está o relato sobre a visita ao Projac da TV Globo...

Chegamos por volta das 14h ao Projac. Oficialmente o Projac é a Central Globo de Produção (CGP). O apelido ficou porque o projeto da nova central era Projeto Jacarepagua. A CGP ocupa uma área de 1.650.000 m², sendo 156.600 m² de área construída. O restante é ocupado por vegetação da Mata Atlântica.

Toda a energia elétrica consumida é produzida pela usina de co-geração movida a gás natural. O esgoto é tratado por uma estação própria de tratamento de água. Diria que é uma mini-cidade dentro do Rio de Janeiro.

A relações públicas aguardava-nos na portaria em seu carrinho elétrico. Em virtude do tamanho, todos os trajetos entre os prédios da CGP são realizados com carrinhos elétricos, do tipo usado em campos de golfe. Cada um tem função específica, como transporte de cenário, figurino, artistas...

Primeira recomendação aos visitantes: não tirem fotos dos artistas! Fotos são permitidas desde que não sejam das áreas de criação e das "estrelas" da casa. Pode fotografar os cenários montados. Não pode sentar, tocar, mexer, deitar sobre qualquer objeto de cena. Importante: "Não abordem os artistas! A menos que eles conversem com vocês..."

Tudo bem, vamos lá...Primeiro estúdio visitado foi o D, onde são gravados as cenas de Páginas da Vida. Os cenários estavam praticamente montados, sendo ajustados alguns detalhes e a pintura. Tudo foi montado na parte da manhã para que as gravações pudessem acontecer no período da tarde, podendo prolongar-se até a noite. No final da gravação tudo é desmontado. No dia seguinte são montados outros cenários...

O ritual acontece diariamente (eventualmente aos sábados) e em pelo menos 3 estúdios.

Ao todo a CGP possui 10 estúdios, 26 câmeras, 6 salas de controle de estúdio...Dois estúdios foram projetados para abrigar programas ao vivo, como Faustão e Caldeirão do Huck. Os quatro maiores são exclusivos para as novelas, podendo ser usados para outros programas caso estejam livres.

Depois de visitar o estúdio seguimos para os camarins. "Não tirem fotos, pode ter algum artis...", ops, tarde demais. Quem estava com máquina fotográfica não deixou escapar nada...

Cada um dos 4 estúdios possuem camarins exclusivos. Em virtude do rodízio de gravações, existe uma planilha com o horário de maquiagem de cada ator.

Continua no próximo post...

A visita...Parte 2

As novelas são gravadas de forma industrial. São produzidas 3 novelas ao mesmo tempo, além dos outros programas de entretenimento. Todas as paredes que formam os cenários são produzidas por uma empresa terceirizada. Na área de criação, os profissionais da Globo finalizam a peça conforme definido na caracterização dos programas. Árvores crescem, quartos vão surgindo e de repente uma casa completa está pronta para ser usada por algum Tarcísio Meira...

Tudo é transportado pelos carrinhos elétricos. Entre os estúdios e a área de criação existe um corredor de 300 metros. Figurinos, artistas, paredes, tudo é levado pelos carrinhos. Para manter o transito em ordem, cada um é emplacado e tem seu uso exclusivo de acordo com a área.

Depois de conhecer os estúdios, depósito e área de caracterização de cenários era hora de fazer um lanchinho...

Seguimos para a sala de reuniões. Lá foram apresentados os números da Central. Na parede uma foto área dá dimensão do que é tudo aquilo. Todos os prédios que compõe a CGP estão construídos sob o pé de uma serra. Inaugurado em outubro de 95, o Projac conseguiu otimizar os custos de produção da emissora. Antes dele a produção acontecia de forma descentralizada, com estúdios espalhados pela cidade do Rio de Janeiro. Com a centralização, a Globo consegue produzir 50% a mais do que produzia antes com praticamente os mesmos custos.

Fim da apresentação e do lanche, hora de conhecer a cidade cenográfica...

No percurso encontramos alguns figurantes usando roupa de época, talvez para a gravação de Amazônia ou O Profeta. Sob o sol de 38º eles deviam estar derretendo.

A cidade cenográfica, diria um dos meus professores da faculdade, é um simulacro...

Olhando parece um bairro do subúrbio do Rio, mas na verdade é o quarteirão onde mora Lineu Silva e a Grande Família. Parece tudo real, mas não é. As casas são apenas fachadas, até existe a área interna delas, mas não é ali que os atores gravam as cenas internas. No caso de A Grande Família, as cenas da Pastelaria do Beiçola são todas gravadas ali, pois a pastelaria possui todos os objetos e a decoração.

Com a fome que todos estavam sentindo, um pastel ia cair bem...

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Enquanto isso...


Estou terminando de resolver alguns problemas com o meu computador, por isso não postei o relato sobre a visita ao Projac. Enquanto isso vou postar uma foto tirada no dia 14 de maio de 2006, no pátio do Sesc em Bauru.

domingo, 17 de dezembro de 2006

A gente se vê por aqui - Parte 2

Depois de conhecer a TV Globo São Paulo, chegou a vez de conhecer a Central Globo de Produção (CGP) no Rio de Janeiro. A CGP é mais conhecida por PROJAC: Projeto Jacarepaguá. É lá que as novelas da TV Globo são produzidas, assim como alguns programas de entretenimento da emissora.

A viagem merece ser contada em duas partes: uma sobre a viagem em si e outra sobre a visita. Vou começar pela visita, pois a viagem merece um post especial...

A Lua...

Nunca pensei que veria a mais bela imagem da Lua em plena cidade de São Paulo, conhecida pelo trânsito caótico e pela poluição.

Eu estava indo ao Rio de Janeiro e seguindo pela Marginal Tietê sou surpreendido pela beleza da Lua. Imensa, dourada, não sei se era minguante ou crescente. Só sei que o céu estava claro, nenhuma nuvem e nenhum arranha-céu foi suficiente para esconder aquela imagem.

Infelizmente não tinha nenhuma filmadora ou máquina fotográfica para registrar aquele momento, apenas meus olhos míopes e meus óculos...

domingo, 26 de novembro de 2006

A gente se vê por aqui

Foto: Gustavo D'Avila

Partimos de Bauru, interior de São Paulo. Para enfrentar a longa viagem que começava, nada melhor do que assistir um desenho animado. O escolhido foi "Os Simpsons".

Depois de viajar sete horas, boa parte delas perdidas em congestionamentos e pedágios, finalmente chegávamos na capital paulista. O objetivo: conhecer a sede da TV Globo São Paulo.

O prédio é discreto se comparado aos arranha-céus de prata que estão a sua volta. Contruído em dois blocos, unidos através de uma estrutura de ferro e vidro, o prédio abriga a redação, estúdios e o arquivo (com todo o material produzido em São Paulo desde 1973). Sua arquitetura foi pensada especialmente para abrigar uma emissora de tv.

Quem trabalha lá dentro dificilmente vê o que acontece do lado de fora. Para entrar no prédio é preciso passar pela portaria e atravessar o estacionamento. Aguardamos alguns minutos até confirmarem a visita dos alunos do curso de jornalismo da Unesp.
O grupo é dividido em dois. Devemos seguir as guias e evitar se distanciar do grupo. Começamos pelos estúdios. Pela janela observamos a cozinha de Ana Maria Braga. Do outro lado do corredor, outra janela para ver o estúdio onde é gravado a previsão do tempo do Jornal Nacional e os telejornais locais.

Continuamos a visita. A guia avisa: vamos fazer silêncio. Passamos pela produção do Fantástico, do Globo Repórter, a redação de Esportes. Mais adiante a redação. Aquela que a gente assiste ao fundo dos apresentadores do Jornal Hoje ou do Jornal da Globo. Entrar lá? Nem pensar. Só observamos do alto, pelo vidro. Não é difícil reconhecer certas faces conhecidas da telinha...

Boa parte das salas não possui janelas. A ventilação fica a cargo do ar-condicionado. Apesar do teto de vidro, construído sob a justificativa de aproveitar a luz natural, as lâmpadas são responsáveis pela iluminação de salas e corredores.

Se um pedestre for atropelado ao lado do prédio, ali na Avenida Jornalista Roberto Marinho, provavelmente ninguém verá. A menos que alguém pegue o celular e ligue para a emissora avisando. Se tiver um lugar na pauta, talvez o pedestre seja assunto de uma nota no SPTV.

Enquanto seguimos com a visita, vendo tudo através de um vidro, como se estivéssmos assistindo TV, o governador do Estado participa da gravação do Programa do Jô.

Distantes da realidade a sua volta, os profissionais da emissora parecem isolados no mundo da fantasia. Os repórteres, responsáveis por captar a “realidade” e mostrá-la objetivamente nos telejornais, saem da emissora para cobrir sua pauta nos automóveis prateados e de vidros escurecidos. Estariam eles tentando ser imparciais?

Pela maneira como a maioria das pessoas que trabalham lá nos observou, parecia que éramos extraterrestres. Será que esqueceram como são pessoas reais?

Na sala de controle é possível determinar o brilho e o contraste das imagens. Tudo é calculado seguindo o padrão Globo de qualidade. A imagem é perfeita, mesmo quando o ser humano a frente das cameras não é. O uso de filtros e programas de computador corrigem as pequenas “imperfeições” da face de quem apresenta o telejornal. Não é de hoje que a paisagem vista nas novelas é pura ficção criada com imagens de locais reais e "aperfeiçoados" no computador.

Fim da visita. Hora de reunir todos para voltar ao ônibus. Nosso modesto ônibus fretado não chega aos pés do "Priscilão"*, aquele ônibus azul que fez a alegria de Pedro Bial conhecendo o Brasil "real"

Ainda dá tempo de tirar uma foto fazendo pose em frente ao imenso logotipo global. Enquanto o ônibus segue o caminho de volta, o governador levanta vôo e parte para o Palácio dos Bandeirantes de helicóptero.

Chegando em casa consigo assistir ao programa gravado naquela tarde. Sentado no sofá tive, por alguns instantes, a sensação de ser um Homer Simpson...

* O apelido "Priscilão" é uma alusão ao filme "Priscila, a rainha do Deserto" cuja personagem atravessa os Estados Unidos em um ônibus azul.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Mais uma homenagem

Roberto Marinho faleceu no dia 06 de agosto de 2003 e como de costume, recebeu várias homenagens póstumas. Entre essas homenagens está a troca do nome da Avenida Água Espraiada para Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Três anos após a morte, Roberto Marinho continua sendo homenageado. Desta vez a obra batizada com seu nome é o novo prédio do complexo da TV Globo de São Paulo. O prédio deverá abrigar a área administrativa e comercial da emissora.

O mais interessante é que o prédio será batizado de Edifício Jornalista Roberto Marinho. Normalmente a profissão da pessoa não é utilizada para nomear obras. Exceto cargos como presidente ou patentes militares.

É comum encontrar Avenida Presidente Vargas ou Rua Presidente Getúlio Vargas nas cidades brasileiras. Ou então Rua Marechal Deodoro da Fonseca, Major Prado... tem até padres e doutores: Rua Padre Carapuceiro, Rua Doutor Amaral Carvalho...

Porque evidenciar a profissão de jornalista de Roberto Marinho? Talvez essa tenha sido a profissão que ele menos exerceu. Chamá-lo de empresário seria uma ofensa? Não seria mais lógico denominar empresário a pessoa que construiu uma organização do porte da Globo?

A entrega do prédio está prevista para o começo do ano que vem. Não se preocupe com o dia, o Jornal Nacional com certeza exibirá a cerimônia da entrega...

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Esses links...

Eu juro que tentei pesquisar textos para o trabalho de Antropologia Cultural. Falhei. Seria culpa dos links? Essas malditas frases sublinhadas que me levam para sites distantes da minha pesquisa ainda vão me causar sérios problemas.

Desta vez fui parar no blog do jornalista Geneton Moraes Neto. Sempre admirei o trabalho dele e nunca consegui entender porque ele está no Fantástico. Suas reportagens não merecem ser apresentadas ao lado de séries como Sibéria: a missão de um mago... assim como Roberto Marinho não merece ser chamado de jornalista...

A leitura do texto de apresentação do livro "Diário do Último Dinossauro" de Joel Silveira, escrito por Geneton, pode ser o suficiente para entender porque não dá para chamar Doutor Roberto de jornalista...

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Errar ... é humano!


Todo mundo erra, mas alguns erros são vistos por milhares de pessoas... ao vivo!
Essa gafe foi durante um telejornal da rede de televisão portuguesa NTV. Quem publicou no YouTube foi o responsável pelo blog Crimes Indiondos.

O blog satiriza os erros de jornalistas e publicitários e atualmente está fazendo a enquete: Você realmente entende o que dizem os jornalistas?

No caso do apresentador português eu entendi bem, mas é melhor não reproduzir as palavras...