domingo, 24 de junho de 2007
A cobertura política das eleições 2006
A Carta Capital desta semana publicou reportagem sobre a pesquisa, disponível apenas na edição impressa.
sábado, 23 de junho de 2007
Sobre a Universidade pública
O outro lado
Hoje encontrei um vídeo no Youtube com o "outro lado" da manifestação dos estudantes, professores e funcionários das universidades públicas paulista do dia 31 de maio. O vídeo foi realizado pelo Greve não é férias, da Unesp Bauru.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Haja pasto
Na segunda passada (30 de maio), o JBS pagou US$ 1,4 bilhão pela empresa americana. O negócio deve ser concluído até julho. Com a fusão entre as empresas, o Brasil passa sediar a maior companhia de carnes do mundo. É literalmente a maior empresa carnívora do planeta. Sozinha já processava 22.600 bovinos por dia. Haja pasto para tanto boi...
A empresa começou em Anápolis (GO) na década de 50, comprando e revendendo bois para frigoríficos e desde março de 2007 é uma empresa com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.
[R]evolução energética
Para ler a reportagem na íntegra, acesse: http://diplo.uol.com.br/2007-04,a1559
domingo, 3 de junho de 2007
No meio do caminho tinha uma pedra...
"Para Serra, alunos deveriam cobrar saída da reitoria
O governador de São Paulo, José Serra, afirmou que a invasão à reitoria da Universidade de São Paulo, que completou um mês neste domingo, é "um enorme desrespeito á autonomia universitária". Serra diz que os demais estudantes da universidade devem "cobrar dos invasores a desocupação da reitoria e o funcionamento normal da universidade". A declarações foram dadas ao jornal O Estado de S.Paulo, que circula neste domingo." (Portal Terra)
José Serra sabe que há estudantes contrários à manifestação e tenta se aproveitar da situação. Na sexta o portal G1 publicava matéria informando que os alunos estariam divididos. Mesmo que a reitoria seja desocupada, os professores e funcionários da USP estão em greve. Portanto a universidade não voltaria a funcionar normalmente.
Pelo visto o governador está ficando sem alternativas. Desde o dia 16 de maio a justiça concedeu mandato de reintegração de posse. Serra não será (ou seria?) louco de mandar a tropa de choque da PM cumprir o mandato. O governo já tentou usar do terrorismo psicólogico, uma vez que a PM poderia chegar na Cidade Universitária a qualquer tempo. Não deu certo.
Usar a PM para a retirada dos estudantes seria um desgaste de imagem maior que o buraco do metrô. O motivo é simples: tropa de choque e manifestantes é uma mistura explosiva, da qual dificilmente não haverá agressões. Ver estudantes sendo retirados da universidade através da repressão policial seria relembrar a ditadura. E agora, José?
30 dias de ocupação
Os estudantes da Unesp Bauru, assim como os da USP, fizeram um blog para informar sobre o movimento e trazer dados que normalmente a mídia prefere não informar...
sábado, 2 de junho de 2007
Análise
RCTV fora do ar: um dia histórico para a humanidade
Marcelo Salles - Fazendo Media 01.06.2007
Com a RCTV, cai também boa parte da credibilidade das corporações de mídia em todo o mundo. Seja a CNN, que falsificou imagens de protestos; sejam as agências de notícias ligadas a Washington ou as emissoras privadas da América Latina, que apoiaram o golpe na Venezuela em 2002. No Brasil, o ímpeto contra Hugo Chávez já coleciona distorções, meias verdades e mentiras inteiras.
Por exemplo, a primeira página da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (30) registra que a concessão da RCTV foi "cassada" por Hugo Chávez. Não é verdade. A concessão terminou e não foi renovada; ela não foi cassada. A TV Globo, por sua vez, em praticamente todos os seus telejornais dá a entender que o governo venezuelano fechou a emissora arbitrariamente, comprometendo a liberdade de imprensa e a democracia.
Os demais veículos corporativos seguem pelo mesmo caminho. Com alguma dificuldade, assumem que houve um golpe de Estado contra Chávez, em abril de 2002. Mas, do jeito que noticiam, fica parecendo que o golpe surgiu por geração espontânea. Não apontam responsáveis, embora os conheçam. Não revelam a participação da CIA, embora existam provas fartas. Não oferecem, sequer, a versão do outro lado, conforme ensinam seus próprios manuais de redação. Jamais divulgam que a não renovação de uma concessão de radiodifusão está amplamente respaldada pela Constituição da Venezuela que, assim como a brasileira, afirma que o espectro radioelétrico é um bem público, concedido a entes privados durante um tempo pré-determinado. Quem não cumpre a lei, como foi o caso da RCTV lá e é o caso de todas as emissoras privadas aqui, perde o direito sobre este bem público.
Naquela sexta-feira, 11 de abril de 2002, Arnaldo Jabor comemorou o golpe contra Chávez atirando bananas para o alto, em seu comentário para o Jornal Nacional. A revista Veja também ficou satisfeita: "cai o presidente falastrão", disse sua edição daquele final de semana.
Mas o que está por trás da atual campanha contra Hugo Chávez não é nem o presidente venezuelano em si. É também, mas vai além dele. Atravessa-o. O que está em jogo é o controle de um bem público que confere um poder nunca antes sonhado pelas elites. Hoje, na Era da Informação, o poder de produzir e transmitir imagens e palavras é a premissa básica para se alcançar todas as riquezas imagináveis.
A íntegra do artigo está no site do Observatório do Direito à Comunicação.
A diferença entre fechar e tirar do ar
Fora do ar desde domingo passado, a RCTV continua produzindo o telejornal "El Observador". São três edições diárias, e pelo Youtube é possível assistí-las. Em acordo com a tv colombiana Caracol, o "El Observador" é transmitido também para a Colômbia.
Abaixo está a edição do dia 28, a primeira desde que o canal deixou de ser transmitido em sinal aberto.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Faltou um pequeno detalhe...
Entre todos os sites que visitei buscando informações sobre o fim das transmissões da RCTV, apenas 2 trouxeram dados referentes a punições sofridas pela emissora antes do governo Chavez.Com informações da Agência Telam, a Agência Brasil da Radiobrás informa que "a RCTV é o canal de tevê com maior quantidade de infrações e suspensões de transmissão entre 1976 e 1989, todas realizadas por governos anteriores à administração Chávez. Em 1976, durante a gestão de Carlos Andrés Pérez, ficou fora do ar por três dias por difundir notícias consideradas falsas e tendenciosas. Em outra oportunidade, o então presidente Luis Herra Campis a fechou por 36 horas por programação “sensacionalista". O mesmo presidente, em 1981, repetiu a atitude por 24 horas, por transmissão de cenas tidas como pornográficas."
Outro site que noticiou as suspensões da RCTV foi o Último Segundo do iG, com informações da AFP em matéria complementar sobre o encerramento das transmissões.
Todos os outros sites, mesmo entre aqueles que utilizaram as informações da AFP, não mencionam uma única linha sobre as sanções sofridas pela emissora anteriormente. Entre os portais pesquisados estão Terra, Uol, Folha, BBC Brasil, O Globo, G1, Estadão, Reuters e CNN.
Ficar fora do ar por 36 horas por programação sensacionalista é um mero detalhe, e já faz tanto tempo...
Neste momento a RCTV deixa de transmitir em sinal aberto. Segundo a estatal VTV, a RCTV deverá voltar a transmitir no dia 1º de junho como canal a cabo. A nova tv já está no ar.domingo, 27 de maio de 2007
E se fosse a Globo?
Imagine que o governo Lula não renove a concessão da TV Globo. Impossível? Imagine que daqui 5 meses, William Bonner e Fátima Bernardes não dirão "Boa noite". Não teremos Paraíso Tropical, nem Malhação, nada de Jornal Hoje ou Ana Maria Braga. Xuxa estará com Sasha e Angélica e Luciano Huck cuidando do Joaquim, já que nem Video Show ou Caldeirão estarão na telinha...
É mais ou menos isso que está acontecendo na Venezuela. Chavez prometeu não renovar a concessão da RCTV em dezembro do ano passado. Foram 5 meses de uma batalha judicial e midiática, de proporção mundial (pelo menos no mundo ocidental, já que União Européia, Organização dos Repórteres sem fronteiras, Organização dos Estados Americanos se manifestaram contra a decisão).
O mais curioso foi a fala de uma dona de casa para o repórter da BBC: "Por que vão me tirar as minhas novelas? Porque Hugo Chávez quer?", disse enquanto participava de uma manifestação a favor da emissora.
Uma pesquisa apontou que 70% dos venezuelanos são contra o fechamento do canal. Para o diretor da Datanalisis, instituto de pesquisas de opinião, "O que as pessoas dizem é que não vão mais poder assistir a uma telenovela da RCTV, ou ver a Rádio Rochela, que é o programa de humor mais clássico da Venezuela, o ao programa Quem Quer Ser Milionário". Enquanto isso, o índice de aprovação de Chavez é de 64,%.
TV Pública ou TV Estatal?
Em teste, a tv pública deve ser independente, possuir autonomia para definir seu orçamento e linha editorial com base no interesse público e na promoção dos direitos humanos, educação e diversidade cultural, sem sofrer influência de empresas ou partidos políticos.
Já uma emissora estatal terá sua linha editorial definida por quem ocupa o governo ou o partido majoritário. Também promoverá ações de cunho social, cultural e educativo, mas sobretudo será utilizada para mostrar as ações do governo.
Com o fim da concessão da RCTV, Hugo Chavez pretende utilizar o Canal 2 para colocar no ar a emissora pública TVes, Televisora Venezolana Social. A nova emissora utilizará os mesmos equipamentos da RCTV para as transmissões iniciais, incluindo antenas e transmissores conforme decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela.
A VTV, Venezolana de Televisión, canal estatal que chegou a ser tirado do ar quando Chavez sofreu tentativa de golpe de Estado em 2002, exibiu as primeiras imagens que devem ir ao ar assim que a TVes começar a operar.
Um coração que grita
Javali e blogs
A primeira delas, publicada em fevereiro, informa sobre uma ação movida por um ex-empregado contra a Ferroban (Ferrovias Bandeirantes). Na ação por danos morais, o ex-empregado pediu indenização porque foi apelidado por colegas de trabalho como "peixe morto" e "javali". A expressão javali, segundo o site, seria "aquele que já valeu alguma coisa para a empresa".
O funcionário entrou na empresa em 1973, exercendo diferentes funções até 2000, quando foi rebaixado. Pressionado pela Ferroban a participar do Plano de Demissão Voluntária (PDV), ele não aceitou a proposta e a partir de então passou a ser ridicularizado, ficando inclusive sob licença remunerada. Em 2002, se desligou da empresa.
O Tribunal Superior do Trabalho deu ganho de causa ao ex-empregado, que receberá uma indenização de R$ 84 mil.
A Ferroban foi vencedora do leilão da antiga Fepasa (Ferrovia Paulista) e atualmente faz parte do grupo Brasil Ferrovias.
Já a segunda notícia, publicada na sexta 25, informa que comentários maldosos, agressivos ou revelação de segredos sobre a empresa em que trabalha pode justificar a demissão do funcionário.
A consultoria Croner, da Grã-Bretanha, fez o alerta depois de ouvir 2 mil pessoas que mantém blogs ou diários na Internet. A pesquisa revelou que 39% dos entrevistados fazem comentários maldosos sobre o trabalho.
sábado, 19 de maio de 2007
Quem sabe ano que vem...
Será que a fome cultural está muito grande? Ou os espaços são pequenos demais?
Enfim, quem sabe ano que vem dê certo...
Maratona Cultural
A abertura oficial será às 18h no Parque Vitória Régia. Logo em seguida, às 18h30, o sambista Monarco e o grupo Samba Rahro se apresentam no parque.
Vários espaços da cidade serão utilizados para as apresentações. Além do Vitória Régia, a praça Rui Barbosa, o Teatro Municipal, a Estação Ferroviária e o SESC fazem parte do roteiro de quem quer ouvir música, assistir peças de teatro e cinema, entre outras atividades. A programação completa está disponível no site da Secretaria Estadual de Cultura.
Eu pretendo acompanhar 5 apresentações de hoje, começando pelo espetáculo "Lorca" no Teatro Municipal e terminando a maratona às 3h com o show da cantora Céu. Todas as apresentações serão gratuitas, exceto as do SESC, cujo ingresso mais caro deve custar em torno de R$ 8,00. Apesar de integrar a programação da Virada, o SESC não recebeu patrocínio da Secretaria.
sábado, 12 de maio de 2007
Reitoria da USP permanece ocupada
Os estudantes criaram um blog para divulgar os últimos acontecimentos e o andamento das negociações.
Midiatrix
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Uma privatização a menos...ou não?
Federalizado em 1999, o Besc é um dos poucos bancos estatais remanescentes da era FHC. Assim como o Banespa, privatizado em 2000, o Besc deveria ser vendido, mas ao que tudo indica ele será incorporado ao Banco do Brasil.
O anúncio feito pelos bancos não dá detalhes de como será a operação, uma vez que esses dados estão sob responsabilidade do Tesouro Nacional. No entanto, manter o Besc como banco público fazendo parte do BB não significa ter práticas diferentes dos bancos privados.
Em nota publicada no dia 7 de maio, o banco anuncia medidas como "Aperfeiçoamento do modelo de gestão" e "Centralização dos processos de suporte operacional, com racionalização de recursos de infra-estrutura e logística". Na prática, isso significa o fechamento de departamentos e realocação de funcionários, incluindo programas de "afastamento voluntário ou aposentadoria antecipada".
Os resultados financeiros apresentados pelo banco está entre um dos melhores do sistema financeiro e isso se reflete na valorização das ações, hoje cotadas acima dos R$ 70,00. Até o ano passado, quando o BB passou a fazer parte do Novo Mercado da Bovespa, as ações eram vendidas por volta de R$ 50,00.
Fazer parte do Novo Mercado é sinal de que a gestão do banco é profissional, adotando práticas de transparência aos investidores e diminuindo as ingerências políticas. E aí cabe alguns questionamentos:
- o Banco do Brasil está vivendo um novo paradigma das empresas estatais, sendo gerida sem interferência política, apresentando lucros e fazendo cair por terra a teoria neoliberal de que estatais devem ser vendidas, pois trazem prejuízos, são fontes de corrupção e interferem no mercado?
ou
- adotar a mesma política dos bancos privados seria uma preparação para a privatização?
e ainda:
- qual é o papel que deve ser desempenhado por um banco público, mas comprometido com a iniciativa privada?
Além do Besc, ainda permanecem como bancos estaduais o Banrisul (RS), Banestes (ES), BASA (AM, também federalizado) e Banpará (PA). O restante foi incorporado por Bradesco, Itaú, Real ABN, Santander...
terça-feira, 1 de maio de 2007
Liberdade de Imprensa piora no Brasil
Para avaliar o grau de liberdade, a Freedom House estabeleceu uma pontuação que varia de 0 (mais livre) a 100 (menos livre) e três classificações: livre, parcialmente livre e não-livre.
Segundo o critério da ONG, a Finlândia seria o país com maior liberdade de imprensa totalizando 9 pontos. Em último lugar está a Coréia do Norte, com 97 pontos. Dos 195 países estudados, 38% foram considerados livres. Parcialmente livres correspondem a 30% e os não-livres, 32%.
O Brasil atingiu 42 pontos, sendo classificado com parcialmente livre. A ONG atribui a piora do país, que no ano passado tinha 39 pontos, ao aumento da criminalidade. Apesar de ter pontuação pior que a da Bolívia e do Ecuador, o Brasil está a frente da Argentina, México e Colombia.
Entre os países da América do Sul, apenas Chile, Uruguai, Guiana, Guiana Francesa e Suriname figuram como livres. Já a Venezuela foi considerada como país de imprensa controlada. A polêmica disputa entre a RCTV, grupo de mídia privado, e o governo de Hugo Chavéz com certeza tiveram grande peso na pontuação. Países como o Iraque e Afeganistão, apesar de também serem considerados não-livres, estão melhores classificados do que a Venezuela.
O relatório completo, gráficos e o histórico da pesquisa podem ser acessados no site da Freedom House.